Planejamento Supply Chain Rodilson Silva

Gestão de Riscos na Cadeia de Suprimentos (Supply Chain)

Processo de identificação, análise, aceitação ou mitigação da incerteza nas decisões da companhia para quantificar o potencial de perdas nas atividades, em seguida, toma a ação apropriada (ou inação) dados seus objetivos e tolerância ao risco.

Gestão de Riscos na Cadeia de Suprimentos frequentemente estão pautados na ordem do dia das empresas, mas apenas são implementados de forma limitada.
Se por um lado, a globalização e a digitalização, têm proporcionado a muitas empresas grandes oportunidades de crescimento e rentabilidade, por outro lado, o nível de riscos na Cadeia de Suprimentos aumentou significativamente.
As empresas líderes estão a adotar uma abordagem transversal, caracterizada por elementos proativos, ativos e reativos, para minimizar e prevenir riscos na cadeia.

A contínua evolução e eficiência avançada dos sistemas especializados de informação e tecnologia utilizados, desempenha um papel fundamental nesse respeito: a informação relevante pode ser filtrada e processada a partir da enorme oferta de dados, o que permite uma gestão virtualmente centralizada dos riscos com capacidades descentralizadas simultâneas e capacidades operacionais.




Gestão de Riscos – Supply Chain Risk Management

Processo de identificação, análise, aceitação ou mitigação da incerteza nas decisões da companhia para quantificar o potencial de perdas nas atividades, em seguida, toma a ação apropriada (ou inação) dados seus objetivos e tolerância ao risco.

Elementos Chaves:

  • Definição coordenada de objetivos
  • Identificação de riscos
  • Análise de riscos
  • Gestão de riscos
  •  Monitoramento e controle da eficiência dos sistemas.

Fase Proativa

Envolve o desenvolvimento de uma estratégia corporativa que esteja alinhada com o objetivo de alcançar uma capacidade de entrega bem definida no caso de algum evento nocivo, ao mesmo tempo que se atinge um equilíbrio eficiente entre as capacidades necessárias para reconhecer e gerenciar interrupções na cadeia e a suscetibilidade a interrupções da oferta na cadeia.

Isso requer criar uma política de transparência relacionada ao risco na cadeia de suprimentos – uma transparência que cobre mais do que apenas os fornecedores nível 1 (Tier1). Na realidade, a base de fornecedores é geralmente uma rede e não uma cadeia linear, e um fornecedor nível 3 (Tier3), pode ser o gatilho para uma enorme ruptura na cadeia, por exemplo, porque fornece para dois ou três fornecedores nível 1 (Tier1) ou nível 2 (Tier2).

Além de registar a estrutura base do fornecedor, o perfil de risco do fornecedor deve ser estabelecido como parte da aprovação do fornecedor. Isto permite uma avaliação rápida e realista do possível impacto em caso de perturbação.

Além dos fornecedores, os fatores de risco auto induzidos, como especificações de produtos customizados, materiais exóticos ou processos de fabricação, devem ser registrados como fatores que aumentam o risco.

51% das interrupções se originam abaixo do Tier1

Gestão de Riscos – 51% das interrupções se originam abaixo do Tier1

51% das interrupções de suprimentos se originam abaixo do nível 1 (Tier 1).

Quando os fornecedores estão distribuídos em todo o mundo, é extremamente importante garantir não só essa transparência em relação a todos os fornecedores diretos, mas também às suas cadeias de abastecimento.

A maioria das empresas limita suas atividades de análise de risco e mitigação aos seus fornecedores de nível 1 (Tier 1), apesar do fato de que uma interrupção abaixo da primeira camada tem o mesmo impacto.

Algumas Causas

As causas dos riscos podem ser extremamente variadas. A partir de catástrofes naturais, rupturas geopolíticas, flutuações monetárias, pandemias, problemas tecnológicos, necessidades inesperadas de mudança, recursos limitados até perigos intencionais e além – a gama de fatores desencadeantes é vasta.

Ao analisar as causas potenciais, é possível avaliar a probabilidade da ocorrência e o impacto, e definir quatro categorias de cenários: Para uma alta probabilidade de ocorrência com impacto baixo ou alto, o impacto pode ser limitado por meio de recursos adequados e procedimentos praticados (exercícios).

Um cenário crítico é um com baixa probabilidade de ocorrência e com um alto impacto, uma vez que é necessária muita imaginação para visualizar situações que são realmente inconcebíveis (cisne negro) ou que nunca antes ocorreram (por exemplo, 11/9). Outro aspecto a ser considerado na avaliação de riscos é o tempo decorrido entre o evento desencadeado e a ocorrência de dano, ou seja, o reconhecimento do risco.

2% causam um grande impacto

Gestão de Riscos – 2% causam um grande impacto

Mesmo fornecedores menores importam.

Um estudo realizado pelo MIT em colaboração com a Ford determinou que 2% dos fornecedores que compreendem uma quantidade relativamente pequena de gastos teriam uma capacidade grande de impactar as vendas inteiras da empresa no caso de uma interrupção dos suprimentos. Todos os fornecedores, locais, armazéns devem ser incluídos no monitoramento dos riscos.

 

74% de interrupção a cada ano

Gestão de Riscos – 74% de interrupção a cada ano

74% das empresas experimentam, pelo menos, uma interrupção do fornecimento a cada ano.

Apesar dessa alta porcentagem, é notável que 72% das empresas não têm total transparência em relação à sua cadeia de suprimentos ou um programa de Gestão de Riscos que inclui todos os níveis de sua cadeia de suprimentos. Com base nesses fatos, uma interrupção no fornecimento e, por sua vez, tempo de inatividade na produção e perda de vendas estão praticamente garantidos.

Consequências

Fonte: Business Continuity Institute, SUPPLY CHAIN RESILIENCE REPORT, 2015

Gestão de Riscos – Fonte: Business Continuity Institute, SUPPLY CHAIN RESILIENCE REPORT, 2015

Fase Proativa

Se o fato danoso tiver ocorrido, a fase ativa é estabelecida, o que faz necessário uma abordagem coordenada, em conformidade com procedimentos e rotinas predefinidos, para garantir que a existência da empresa não seja ameaçada e que o mercado seja mantido, preservando os interesses da empresa e dos clientes.

Fase Reativa

A fase reativa é utilizada para a revisão caso a caso dos procedimentos de Gestão de Riscos estabelecidos e para a melhoria destes procedimentos, com base na experiência adquirida na superação da situação resultante de um evento prejudicial.

Os benefícios de uma cadeia de suprimentos segura incluem:

  • Assegurar as capacidades de produção e entrega
  • Evitar perdas de vendas
  • Manter uma boa imagem corporativa e satisfação do cliente
  • Simplificação de certificações
  • Cumprimento dos requisitos regulamentares e da conformidade.

A experiência demonstra que as empresas que utilizam uma Gestão ativa e eficiente da Gestão de Riscos, defendem fortemente o desembolso com relação as despesas a este respeito, tanto em termos de imagem como de finanças – o que deverá motivar outras empresas/pessoas a preocuparem-se intensamente com o tema da Gestão de Riscos na cadeia de Suprimentos.

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Sobre o autor | Website

Rodilson Empreendedor Digital, Autor, Colunista, investidor e fundador do Site Guia Corporativo.